
Um belo dia, você sai para uma festa com alguns amigos. Ao longo da noite, eis que surge uma pessoa interessante – para os homens a beleza e a juventude são fundamentais, já as mulheres estão mais preocupadas com o nível socioeconômico – e então, começam às trocas de olhares. A aproximação acontece, a conversa é boa, o papo é longo, as afinidades são infinitas.
Os dias passam, você descobre que conheceu o amor da sua vida, apaixona, namora, vive os melhores e mais felizes dias da sua vida, perde o sono, perde a fome, passa horas pensando na pessoa, viajam juntos.
O que vai acontecer daqui para frente no relacionamento, só os hormônios dentro da sua cabeça conseguem responder. Existem 3 mecanismos cerebrais independentes (um não depende do outro) que controlam o amor, são eles:
• Luxúria – desejo sexual ligado à testosterona,
• Paixão/Romance – é alimentado pela dopamina,
• Ligação/Companheirismo – alimentado pela ocitocina e pela vasopressina.
A ciência está começando a descobrir que existe uma lógica para o amor, e quem sabe, até uma fórmula. Para uma maior taxa de felicidade e menor risco de separação.
A mulher deve ser 5 anos mais jovem e 27% mais inteligente do que o homem, o ideal é que ela tenha diploma universitário e ele não. E é preciso experimentar bastante antes de decidir. Se você se relacionar com 100 pessoas durante a vida, suas chances de encontrar o par ideal só chegam na 38ª relação. Fazendo tudo isso, você será premiado com 57% mais de chance de ser feliz.
Você encontrou sua cara-metade, está vivendo uma relação estável, moram juntos, saem juntos, fazem tudo juntos. Um verdadeiro companheirismo, um profundo amor. Nasce o primeiro filho.
Com o passar do tempo, a vida do casal torna-se rotineira, trazendo automaticamente como conseqüência ruim, a diminuição da testosterona. O desejo pelo sexo não é tão freqüente, coisas bobas incomodam, as pessoas ficam menos tolerantes, enfim, você acaba conhecendo a pessoa como ela realmente é.
Por mais que você lute por isso, é complicado ter aquela vida com tanta intensidade, como era antes. Uma postura correta para que a relação dê certo é evitar implicâncias, não brigar, ter bom humor, saber lidar com o ciúme, respeitar. Essas são as recomendações que todos nós conhecemos e são fundamentais.
Dois fatores que também são essenciais para uma relação duradoura é a saudade (crie um hábito de ficar um pouco longe da pessoa, dê um tempo a você mesmo) e a curiosidade (excesso de familiaridade atrapalha, seja criativo e não se acanhe).
Vocês agora são casados, são uma família, conversam mais por telefone do que pessoalmente, só encontram no café da manhã e jantar, cada um tem seu emprego, cada um tem sua opinião, cada um segue o caminho que acha certo.
Não existe mais o companheirismo de antes. A independência tomou conta, deixando-os cada vez mais distantes um do outro. Assim surge a tão famosa crise dos 7 anos, onde tudo começa a incomodar, um não depende mais do outro e a relação fica ameaçada. É neste momento de crise que aumentam as chances de infidelidade.
Para os homens, a traição é quando envolve sexo. Já para a mulher, uma traição é quando a envolvimento emocional. E para os dois, é possível sim, resistir ao desejo de trair.
Como tudo na vida tem um começo, meio e fim, assim também são os relacionamentos. Você pode protestar, chorar, gritar, ter ódio, depressão, frustração. Afinal você estava acostumado e viveu anos ao lado da pessoa amada. Mas, um dia você vai aceitar que acabou. E recomeçar tudo de novo.